Estar cercado de verde é algo cada vez mais raro hoje em dia, uma vez que vivemos em um ambiente urbanizado, onde nem sempre é possível encontrar um parque ou praça por perto. Quem perde nessa história é a saúde. Veja abaixo alguns motivos elencados pela ciência para passar mais tempo ao ar livre!

1. Ajuda para dormir melhor

Um estudo de 2017 da Universidade do Colorado (1) dividiu 14 voluntários em dois grupos: metade acampou durante o final de semana em um parque florestal, a outra metade ficou em casa. Dois dias depois, os que viajaram ainda produziam melatonina, o hormônio do sono, uma hora e meia mais cedo que os outros participantes. Isso significa que a exposição direta aos raios solares e à escuridão noturna ajuda a regular nosso relógio biológico e a pegar no sono com mais facilidade.

2. Pode aumentar a longevidade

Mulheres que vivem em regiões com áreas verdes vivem mais tempo. É o que descobriu um grande levantamento (2) da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, com cerca de 100.000 participantes. As que viviam cercadas por tiveram uma mortalidade 12% menor no geral. Para doenças respiratórias, a diferença é mais significativa: 35%. Entre as justificativas para o benefício, os pesquisadores elencaram menores níveis de depressão, menos exposição à poluição, mais atividade física e engajamento social.

3. Diminuição de pensamentos negativos e estresse

Em um ambiente estressante, é fácil deixar que a negatividade e a ansiedade dominem a cabeça. Pois caminhar uma hora e meia na natureza pode ajudar a afastar a ruminação – pensamentos negativos repetitivos que ameaçam a saúde mental. Um estudo da Universidade Stanford (3) mostrou que esse tempo é o suficiente para diminuir a atividade do córtex pré-frontal, região associada ao ato de ruminar pensamentos.

Outra benesse conhecida do ar livre é abaixar a pressão sanguínea e o nível do cortisol – hormônio relacionado ao estresse – em circulação. Cinco minutos na natureza já são o suficiente para experimentar o efeito relaxante, e até mesmo ouvir sons da natureza em fones de ouvido já traz um efeito calmante semelhante (4).

4. Diminuição do risco de doenças crônicas

A Sociedade Brasileira de Pediatria lançou recentemente um manual reforçando que as crianças precisam passar mais tempo ao ar livre. Entre as vantagens, mais saúde mental e menor risco de doenças crônicas como hipertensão e diabetes na vida adulta. O contato com a natureza nessa fase é importante pois envolve mais movimentação física e, assim, previne a obesidade infantil que leva a problemas futuros. A entidade indica aos pequenos menos uma hora diária em áreas verdes brincando, aprendendo ou convivendo em grupo.

5. Aumento da criatividade e da concentração

Diversos estudos confirmam os efeitos benéficos dos espaços naturais ao cérebro. Uma das teorias para isso (5) diz que andar ao ar livre promove uma “leve fascinação”, estado mental que não requer concentração e, assim renova a nossa capacidade de atenção. Caminhar, aliás, seja onde for, também promove benefícios semelhantes. Só não vale ficar parado numa sala fechada o dia todo.

Fontes:

(1) University of Colorado

(2) Harvard Health Publising

(3) Proceedings of the National Academy of Sciences – PNAS

(4) Nature Research Journal

(5) American Psychological Association – APA